26 julho 2026

Whole wide world

Wreckless Eric

When I was a young boy
My mama said to me
“There’s only one girl in the world for you
And she probably lives in Tahiti”
I’d go the whole wide world
Go the whole wide world just to find her
Or maybe she’s in the Bahamas
Where the Carribean Sea is blue
Weeping in the tropical moonlit night
Because nobody’s talking about you
 
I’d go the whole wide world
Go the whole wide world just to find her
I’d go the whole wide world
Go the whole wide world
To find out where they hide her
 
Why am I hanging around in the rain right here
Trying to pick up a girl?
Why are my eyes
Filling up with these lonely tears
When there’re girls all over the world?
Is she lying on a tropical beach somewhere
Underneath the tropical sun?
Pining away in a heat wave there
Hoping that I won’t be long
I should be lying on that sun swept beach with her
Caressing her warm, brown skin
And then in a year or maybe not quite
We’ll be sharing the same next of kin

[Refrão]

Fonte: DVD do filme Mais estranho que a ficção (2006), dirigido por Marc Forster. Canção originalmente gravada em 1977. Wreckless Eric é a assinatura artística de Eric Goulden (nascido em 1954).

24 julho 2026

Ética

Não se engane:
logo estaremos mortos,
todos nós – Bons ou Maus –,
reduzidos a pó e esquecidos.

Por que então se importar
em fazer o Bem,
em vez de tão somente
se omitir diante da Maldade?

23 julho 2026

Espécies invasoras, porcos ferais e erros de interpretação

Em 17/6/2014, o renomado informativo eletrônico O Eco publicou um artigo intitulado ‘Se for exótica ‘atire primeiro e pergunte depois’, diz Simberloff’, de Fernando Fernandez e Bernardo Araujo. Trata-se de uma entrevista com o professor e pesquisador estadunidense Daniel Simberloff (nascido em 1942), cuja obra científica, entre outras coisas, tem contribuído para a solidificação da chamada biologia da invasão – um consórcio de temas, assuntos e problemas, básicos e aplicados, que despertam interesse e preocupação há muitas décadas. Não sei se era essa a intenção dos autores, mas penso que a entrevista veio a calhar como um contraponto ou até mesmo como uma reparação a um artigo que o primeiro autor publicou um ano antes. Estou a me referir ao artigo ‘O Sus que deu certo, de Fernando Fernandez’, publicado em 24/6/2013. O ‘Sus’ no título, note-se, tem um duplo sentido (absolutamente inapropriado), envolvendo, de um lado, o conhecido sistema de saúde brasileiro e, de outro, o nome do gênero a que pertencem os porcos domésticos e espécies afins. No artigo de 2013, Fernandez cometeu um grave erro de interpretação e desde então, salvo melhor juízo, ele não voltou a tocar no assunto, seja para ratificar o ponto de vista inicial, seja para retificá-lo. Visando esclarecer o problema, inicio este artigo tratando do significado de alguns termos e conceitos básicos.

[Para ler o artigo completo, clique aqui.]

22 julho 2026

The arthropods

John Henry Comstock
 
If an insect, a scorpion, a centipede, or a lobster be examined, the body will be found to be composed of a series of more or less similar rings or segments joined together; and some of these segments will be found to bear jointed legs [...]. All animals possessing these characteristics are classed together as the Arthropoda, one of the chief divisions or phyla of the animal kingdom.
 
Fonte: Comstock, J. H. 1940. An introduction to entomology, 9th ed. Ithaca, Cornell UP.

20 julho 2026

On pretending to understand

Kurt Vonnegut

Tiger got to hunt,
Bird got to fly;
Man got to sit and wonder, “Why, why, why?”

Tiger got to sleep,
Bird got to land;
Man got to tell himself he understand.

Fonte: Lifton, R. J. 1989. O futuro da imortalidade. SP, Trajetória Cultural. Poema publicado em livro em 1963.

18 julho 2026

Recordação de viagem


Gino Severini (1883-1966). Souvenirs de voyage. 1911.

Fonte da foto: Wikipedia.

17 julho 2026

Distribución y abundancia de los organismos

Jorge Soberón

Para una persona interesada en la naturaleza, cualquier caminata por un bosque, un llano, una selva, o incluso la observación atenta de la poca vida natural que aún se encuentra en nuestras ciudades, puede suscitar una serie de preguntas parecidas a las siguientes: ¿Por qué hubo tan pocas mariposas llamadoras este año? ¿Por qué hay tantas moscas y tan pocas águilas? ¿Por qué de un cerro al contiguo las especies de árboles son diferentes? ¿Por qué en las ciudades los gorriones son tan abundantes y no sucede así con las cardenales?, etcétera. Estas preguntas se refieren al conocimiento de la distribución y la abundancia de los organismos.
 
Fonte: Soberón, J. 1989. Ecología de poblaciones. Cidade do México, Fondo de Cultura.

14 julho 2026

Afluência e lazer

Arnold J. Toynbee

O progresso em aceleração da tecnologia está-nos levando para um novo estado de sociedade. Todos encontrar-se-ão numa posição que, até então, só fora gozada por uma minoria privilegiada que virtualmente monopolizara os confortos da civilização desde a aurora desta há cerca de 5.000 anos passados. A abundância de dinheiro e lazer, que outrora estivera à disposição dessa minoria, estará agora à disposição das massas. Todos nós receberemos elevados salários para trabalhar apenas algumas horas por semana em empregos rigorosamente padronizados. Nos países economicamente adiantados, esse novo regime econômico já está ao alcance da vista; mas também podemos antecipar uma época em que a afluência e o lazer terão atingido igualmente o resto da humanidade. O Homem é, entre outras e mais importantes coisas, ‘homo faber’. A natureza humana tem uma aptidão inata para a tecnologia e, embora seja verdade que as invenções tecnológicas até agora só têm sido feitas em poucos lugares e épocas, é também certo que, uma vez feitas algures por alguém, não são difíceis de serem dominadas e adotadas por outras pessoas. Todas as invenções tecnológicas feitas até agora divulgaram-se, com o correr do tempo, por toda a superfície do globo, e a nova forma mecanizada de tecnologia está-se difundindo mais rapidamente hoje do que qualquer outra forma anterior, graças ao aperfeiçoamento revolucionário nos meios de comunicação que esta tecnologia mecanizada já alcançou.

Fonte: Toynbee, A. 1981 [1966]. O desafio de nosso tempo. RJ, Zahar.

13 julho 2026

Número de insetos

Zilkar C. Maranhão

Quando se pretende saber qual é o número de insetos existentes, logicamente faz-se a clássica pergunta – ‘Quantos insetos existem?’ –, sem pensar que ela poderá dar margem a duas respostas completamente plausíveis: (1) para o número de ‘insetos diferentes’ ou de ‘insetos-espécies’, e (2) para o número de ‘indivíduos’ ou de ‘insetos-indivíduos’, ou ainda, do seu total real. [...]

A estimativa do número de indivíduos, ou seja, do total real de insetos existentes é completamente absurda, pois, num cômputo desta natureza, devem ser levadas em conta todas as fabulosas populações dos insetos sociais – abelhas, vespas, formigas e cupins, bem como as populações de todos os demais insetos, o que torna humanamente impossível a sua realização. Se existissem possibilidades de tal ‘cálculo’, que cifra astronômica representaria o número de ‘insetos-indivíduos’, ou o total real de insetos?

Fonte: Maranhão, Z. C. 1978. Morfologia geral dos insetos. SP, Nobel.

12 julho 2026

19 anos e nove meses no ar

F. Ponce de León

Neste domingo, 12/7, o Poesia Contra a Guerra está a completar 19 anos e nove meses no ar.

Desde o balanço anterior – ‘19 anos e oito meses no ar’ – foram publicados aqui pela primeira vez textos dos seguintes autores: Augusto L. Henriques, Bob Telson, Gabriel H. Rua, Joseph John Thomson, Luis F. Mendes, Nancy E. Langston, Norman P. Li, Satoshi Kanazawa, Sheldon Margen e Takeo Maruyama. Além de material de autores que já haviam sido publicados antes.

Cabe ainda registrar a publicação de imagens de obras dos seguintes artistas: Ferdinand Keller, Frédéric Montenard e Ludwig von Hofmann.

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